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PROGRAMA DE INCENTIVO A LEITURA DO TOCANTINS É INSERIDO NO PLANO NACIONAL DO LIVRO E LEITURA - PNLL

No mês de junho de 2010 o Mediadores de Leitura do SESC/TO foi integrado ao Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), em conformidade com o Eixo de Ação 2, em três das suas áreas de atuação:
Eixo de Ação 2 – Fomento à Leitura e à Formação de Mediadores
2.1 – Formação de mediadores de leitura.
Nessa área o Mediadores do SESC/TO atua em sua primeira fase com o Curso de Formação. Acesse http://www.vivaleitura.com.br/pnll2/mapa_show.asp?proj=1610
2.2 – Projetos sociais de leitura.
2.3 – Estudos e fomento à pesquisas nas áreas do livro e da leitura.
Nessas áreas o Mediadores do SESC/TO atua com as Rodas de Leitura nas escolas e programas da instituição. Acesse http://www.vivaleitura.com.br/pnll2/mapa_show.asp?proj=1615
Sendo PNLL instituído pelo Ministério da Cultura e Ministério da Educação e é um conjunto de políticas, programas, projetos, ações continuadas e eventos empreendidos pelo Estado e pela Sociedade, para promover o livro, a leitura, a literatura e as bibliotecas no Brasil. Tendo como finalidade assegurar a democratização do acesso ao livro, o fomento e a valorização da leitura, e o objetivos de formar leitores, buscando de maneira continuada substantivo aumento do índice nacional de leitura (número de livros lidos por habitante/ano) em todas as faixas etárias e do nível qualitativo das leituras realizadas; dentre outros.
A inserção e divulgação do Mediadores de Leitura do SESC/TO dentro PNLL é um reconhecimento do Governo Federal à importância e à qualidade do trabalho cultural em literatura desenvolvido pelo SESC/TO, por meio de sua Coordenação de Cultura/Promotoria de Literatura. E reconhecendo e divulgando o SESC/TO como uma instituição que participa ativamente na formação intelectual e cultural do cidadão tocantinense; e proporcionado para seus usuários e para a comunidade em que se insere o acesso, por meio da cultura, a uma melhor qualidade de vida.

Em 2010, já foi realizado (no mês de abril) o Curso de Formação em Mediadores de Leitura capacitando 30 pessoas.
E as Rodas de Leitura - que tiveram seu inicio em maio e vão até outubro de 2010 - estão atendendo a 220 crianças e adolescentes e a 05 instituições, sendo elas:

03 Escolas da rede pública:
Colégio Estadual CEM Castro Alves - aqui são atendidos 35 adolescentes.
Colégio Municipal Paulo Freire - aqui são atendidas 60 crianças.
Centro de Atenção Integral à Criança - CAIC - aqui são atendidas 35 adolescentes.
01 Escola da rede privada
Colégio Madre Clélia Merlone - aqui são atendidos 60 adolescentes.
01 Associação:
Federação Tocantinense de Kick Boxer Tradicional - projeto social de artes marciais e educação. - aqui são atendidos 30 adolescentes.

É a literatura formando novos leitores da palavra e do mundo, revolucionando o ensino-aprendizagem com a mediação de saberes, e transformando escolas, professores e alunos em construtores e mediadores do conhecimento.

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TROHVOZES - Novos contadores de histórias despertam suas vozes

O grupo TROHVOZES é originário e residente em Pium - Estado do Tocantins - e é composto por dez integrantes, sendo eles quatro garotas e seis garotos adolescentes, com exceção de uma das garotinhas que anota menos de dez aninhos. O TroHVozes é ligado ao Ponto de Cultura Pesqueiro de Piaus - de volta as raizes e mantido pela a Associação Beneficente Nossa Senhora do Carmo - Abnsc, e despertou suas vozes durante o curso Contando histórias - transformando mundos, um curso de formação em contadores de histórias ministrado pelo pesquisador em cultura popular Flávio Alves da Silva, e pela contadora de história Télia Batista Cavalcante, realizado pela Abnsc com apoio da Nagô Editora e Livraria.
O nome forte e emblemático TROHVOZES é uma aglutinação de Trovadores de Historias de volta as raízes e é ao mesmo tempo uma referência, uma homenagem e um compromisso. Uma referência a linha de ação do grupo que trabalha com os contos populares e autorais buscando abrir portais em os diversos mundos contidos nos livros e no imaginário popular e transportar seus ouvintes/espectadores a uma apaixonante excursão por seus fantásticos lugares e aventuras. Uma homenagem aos antigos andarilhos contadores de historias que viajavam de um lugar para outro contando em suas trovas, canções e narrativas, as inúmeras historias desses lugares, de seus povos, seus mitos e suas lendas. E também é um compromisso desses jovens contadores de historias com o resgate, a preservação e a propagação do patrimônio cultural e histórico da cidade de Pium, ao erguerem suas vozes para anunciar a todos os reinos e mundos a existência desse inestimável tesouro imaterial que pulsa, vive e anima as fabulosas historias vividas física ou imaginariamente pelo povo piunense.

Os contadores de historias que compõem o TroHVozes são:
Kassio Henrique; Jenniffer; Daniela Morais; Gabriel Santarem; Thallis; Flavio Costa; Nivínny Cristine; Anderson; Lais Leite; e Gustavo Valadão.

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A PRÁTICA DA LEITURA NA ESCOLA

Posted by FLAVIO ALVES DA SILVA on 17:21 in , , , ,
F. A. SILVA¹, M. E. L. MILAGRE²

¹ Acadêmico do Curso de Letras do CEULP/ULBRA. E-mail: flavioalves77@yahoo.com.br
² Professora do CEULP/ULBRA

V Congresso Científico CEULP/ULBRA

RESUMO:
O ato de ler assume diversas práticas dentro do universo leitura. Cada leitor em cada leitura busca diferentes objetivos movido por forças motrizes distintas. O presente trabalho apresenta uma análise de diferentes textos referentes à prática de leitura na escola, evidenciando como é realizada essa prática e busca-se verificar se a mesma é uma prática intertextual e dialógica. Com suporte teórico no dialoguismo e na intertextualidade de Bakhtin.

PALAVRAS-CHAVES:
Leitura, Práticas, Conhecimento.

INTRODUÇÃO:
Todo e qualquer conhecimento é perpassado pela linguagem e só através desta pode ser organizado e aferido. Uma das partes constituintes da linguagem é a leitura, ato por meio do qual o indivíduo constrói seus significados por meio da interpretação dos significantes com os quais manteve contato. Segundo Kleiman (1995): "A aprendizagem da criança na escola está fundamentada na leitura[...]” com isso a pratica da leitura na escola assume um papel vital para a formação do indivíduo como um ser dialógico. O ato de ler constitui-se em uma dimensão macrocósmica, recheada de pequenas partes constitutivas das competências e habilidades individuais e coletivas do ser em uma diacronia sócio-histórico-cultural de construção do conhecimento. A leitura é um ato que coloca o leitor em contato com outras leituras e seus significantes e significados, promovendo assim a intertextualidade e o dialoguismo.

MATERIAIS E MÉTODOS:
O objetivo deste trabalho é analisar a prática da leitura na escola em diferentes instâncias. O método utilizado, para tanto, foi a pesquisa bibliográfica em textos veiculados em diversos meios de comunicação, livros, revistas, internet. Teve como fundamentação a teoria da intertextualidade e do dialoguismo, de Bakhtin (1998), como elementos constituintes da formação educacional construtivista.

RESULTADOS E DISCUSSÕES:
O ato de ler constitui-se em uma dimensão macrocósmica, recheada de pequenas partes constitutivas das competências e habilidades individuais e coletivas do ser em uma diacronia sócio-histórico-cultural de construção do conhecimento. Muito embora esse ato seja abordado e realizado, em sua quase totalidade, de forma segmentada, com foco direcionado ao fator de decodificação dos signos lingüísticos. Esse enfoque decodificatório é bastante utilizado na escola, onde o que mais importa é que o aluno consiga identificar as letras e suas associações enquanto palavras. Trata-se de uma prática “direcionada” para a parte gramatical da língua onde busca-se (quando se busca algo) simplesmente reconhecer as normas de uso da língua padrão. Esta postura da escola gera, dentre outras coisas, o desgosto, o sentido de obrigatoriedade e a aversão pela leitura. Outros dois modos de utilização/tratamento do ato da leitura nos conduzem a utilização dessa como uma exigência do e para o mercado de trabalho e/ou como um ato de lazer, restringindo essa leitura a determinadas e específicas áreas do conhecimento. Em outras palavras, só lemos o que queremos e/ou o que nos interessa objetivamente, mantendo com isso, mesmo que de forma mais implícita, a limitação da leitura a microcosmos. Na primeira deve-se “levar em conta a autonomia relativa que a escola deve a sua função própria sem deixar escapar as funções de classe que ela preenche necessariamente numa sociedade dividida em classes” (Nogueira, 2006) e assim a prática de leitura assume uma função tecnicista, operacional e obrigatória. Na segunda, a leitura é um refúgio, um escape para a tensão e o estresse, sendo considerado apenas como passa tempo, sendo assim desprovida de sentido cognitivo para a formação significativa do indivíduo. De modo geral, o ato de ler fica ancorado a uma única forma de utilização e uma finalidade específica. A busca e seqüencial efetivação de condições facilitadoras para a prática da leitura deve ser constante e contínua, portanto, as instituições de ensino e quaisquer outras que procure ou queira disseminar a prática da leitura deve se atentar para proporcionar essas situações que contribuam para a efetivação do processo construtivo do conhecimento. Essas condições para a prática da leitura são explícitas e implícitas na formação do saber. A liberdade para escolher suas leituras e a não obrigatoriedade de resolução de questionários após a leitura de cada e de todos os textos são exemplos dessas condições, assim como o incentivo do espelho, no qual o mediador reflete em si mesmo as vantagens e benefícios do domínio da leitura, refletindo também o próprio ato de ler. “A aprendizagem da leitura permite ao leitor conhecer, refletir e atuar sobre esta realidade, fazendo sentido então ler para escrever, ler para decorar, ler para entender e escrever para não esquecer” (Cavalcante, 2006). Com isso a prática da leitura não deve ser direcionada estritamente à quantidade, mas deve haver uma eqüidade entre quantidade e qualidade, levando o indivíduo a uma aprendizagem significativa. Deve-se criar condições que facilitem uma prática de leitura diária, em suas várias instâncias. As várias possibilidades de leitura por parte dos construtores do ato de ler, assim como a intertextualidade deve ser inserida na leitura possibilitando o contato com a diversidade de textos existentes, sempre realizando uma relação dialógica com e entre os conhecimentos teóricos, práticos e os demais fatores axiológicos, dentro da qual contextualiza-se os saberes e (re)constrói-se o conhecimento.

CONCLUSÕES:
Os diferentes textos analisados demonstram que a clareza de objetivos é fundamental, uma vez que propicia o desenvolvimento e aprimoramento de estratégias metacognitivas de leitura. Goodman (1991) afirma que "para entender como a leitura funciona, é necessário entender por que os leitores lêem", porém a improficiência em leitura da população brasileira de modo geral é alarmante, pois a prática da leitura na escola é ministrada de forma monológica e imperativa. Não há diálogo, pois segundo Bakhtin: “O diálogo, no sentido estrito do termo, não constitui, é claro, senão uma das formas, é verdade que das mais importantes, da interação verbal. Mas pode-se compreender a palavra ‘diálogo’ num sentido mais amplo, isto é, não apenas como a comunicação em voz alta, de pessoas colocadas face a face, mas toda comunicação verbal, de qualquer tipo que seja”. Portanto, a leitura não pode limitar-se a uma função específica, mas deve constituir um ato de formação significativa para o indivíduo dentro do processo de construção do conhecimento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BAKTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: Estética da Criação Verbal. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997. cap. p. 279-326.
CAVALCANTE, Télia Batista. A Prática Pedagógica no Ensino Fundamental. Palmas-TO: CEULP/ULBRA, 2006. (Impresso).
GOODMAN, K. In: E. Ferreiro & Palacios, M. (orgs.) O processo de leitura: considerações das línguas e do desenvolvimento. Os processos de leitura e escrita novas perspectivas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1982.
KLEIMAN, Ângela. Oficina de leitura: teoria e prática. 8 ed. Campinas-SP: Pontes, 2001.
NOGUEIRA, Angra Mendes. A Escola e a Reprodução Social. Palmas-TO: CEULP/ULBRA, 2006.(Impresso).

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